Não era mais uma menina com um livro...

...era uma mulher com seu amante.

Clarice Lispector

sábado, 14 de novembro de 2009

Imortal


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

2 comentários:

Sarita disse...

E que seja eterno...

(enquanto dure, não é?)

Paula disse...

Sempre...

 
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